Três hospitais de campanha que não foram usados serão desmontados no Rio, diz secretário

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O secretário de Estado de Saúde, Alex Bousquet, anunciou na manhã desta segunda-feira (27/7), que o governo do Rio deve desativar os hospitais de campanha de Nova Friburgo, de Nova Iguaçu e de Duque de Caxias ainda nesta semana. A afirmação foi feita durante sessão da Comissão de Gastos com a Covid-19 da Assembleia Legislativo do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Com obras muito atrasadas, os três hospitais nem chegaram a receber pacientes, e funcionaram apenas como reservas de leitos em caso de aumento de demanda.

“Essa semana vamos fechar o nosso relatório, mas ele caminha fortemente para o fechamento desses hospitais. Vamos anunciar a medida e a data ainda essa semana”, afirmou Bousquet.

Os três hospitais de campanha fazem parte de um total de sete previstos no contrato de R$ 770 milhões assinado entre a Secretaria de Estado de Saúde e a organização social Iabas. Os acordos com a OS estão sob investigação – inclusive o ex-secretário estadual de saúde Edmar Santos está preso – e a Iabas foi afastada da gestão. A Iabas já recebeu R$ 256 milhões para as obras das unidades. De todos os sete hospitais anunciados pelo governo Witzel, apenas dois entraram em operação: o do Maracanã e o de São Gonçalo.

“Há uma forte tendência de, nos próximos dias, anunciarmos o fechamento dessas unidades. O planejamento já previa o início, meio e fim da necessidade dessas unidades de apoio. Acompanhamos as curvas de controle diário e entendemos que a epidemia está estabilizada ou em queda. Caso haja uma segunda onda de contaminação, as redes municipais e estaduais estão preparadas. Também poderemos fazer convênios com a rede particular”.

Ainda de acordo com o secretário, o mesmo deve ocorrer com os hospitais de campanha do Maracanã e de São Gonçalo, os únicos que entraram em atividade, ainda assim com capacidade reduzida.

O modelo de adoção de hospitais de campanha foi muito criticado durante a sessão. Segundo os parlamentares, houve um superdimensionamento da necessidade da implantação de 1300  leitos previstos no contrato com a Iabas.
“Essa estratégia foi um desastre completo. Dos 400 leitos no Maracanã, nunca utilizaram mais de 200. Na unidade de São Gonçalo, que inicialmente teria 200 leitos, jamais usaram mais de 50 vagas”, argumentou o relator da comissão, Renan Ferreirinha (PSB), que destacou que vistoriou todos os hospitais de campanha do estado e que eles nunca estiveram aptos a funcionar.
Os hospitais de campanha de Casimiro de Abreu e Campos dos Goytacazes também não foram concluídos.

Fonte: G1

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