Traficante evangélico cria “Complexo de Israel” em favelas do Rio e ataca católicos e umbandistas

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Aos 34 anos e autointitulado Arão, em referência ao irmão do personagem bíblico Moisés, o traficante Álvaro Malaquias Santa Rosa, conhecido também como Peixão – uma relação ao símbolo que identifica os primeiros cristãos -, aproveitou a pandemia do coronavírus para impor o terror e unificar cinco favelas na zona norte do Rio de Janeiro criando o “Complexo de Israel”. Com a “Tropa do Arão”, Álvaro Malaquias agora comanda o tráfico de drogas no complexo que se estende entre as comunidades de Cidade Alta, Vigário Geral, Parada de Lucas, Cinco Bocas e Pica-pau, onde moram cerca de 134 mil pessoas.

Ao expandir seu domínio, Peixão tenta impor a religião, deixa rastro de pessoas desaparecidas e coloca barricadas em meio a avenidas, além de símbolos religiosos e a bandeira de Israel em pontos estratégicos do complexo para demarcar território.

Amor e Paz
Os traficantes costumam marcar o território com símbolos religiosos e as palavras “amor e paz”. No entanto, a atuação da quadrilha é marcada por violência, armas e desaparecimentos de moradores, que têm até mesmo as conversas em celulares monitoradas.

Guerra religiosa
Outra característica da quadrilha é a imposição da religião evangélica, que é seguida por Álvaro Malaquias, que manda reprimir qualquer outra manifestação religiosa na área.
O grupo chegou a destruir uma imagem que representa a Vila Santa Edwiges e destruiu um templo de Umbanda. No muro, os criminosos deixaram uma mensagem: “Jesus é o dono do lugar”.

Fonte: Revista Forum

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