Termina prazo da Justiça para que estado e prefeitura do Rio incorporem leitos ociosos

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Vence nesta quarta-feira (13/5) o prazo estipulado pela Justiça do Rio de Janeiro para que o governo do estado e a Prefeitura do Rio desbloqueiem leitos ociosos para o tratamento da Covid-19. Na terça-feira (12/5), a fila por uma vaga de enfermaria ou de UTI chegou a ser de 951 pacientes.

Segundo o Tribunal de Justiça, tanto o município quanto o estado recorreram da decisão, mas o prazo para o cumprimento da decisão não foi alterado. Está prevista multa diária de R$ 10 mil para o governador Wilson Witzel e para o prefeito Marcelo Crivella para cada medida descumprida.

A decisão liminar foi concedida pela juíza Angélica dos Santos da Costa no plantão do último sábado (9/5). A magistrada obrigou o município e o estado a desbloquear os leitos dos hospitais de campanha do Riocentro (sob a administração do município) e do Maracanã (responsabilidade do estado).

Ex secretário responsabiliza Crivella por colapso na saúde

Enquanto pessoas esperam atendimento, em 27 grandes hospitais públicos e Coordenadorias de Emergência Regionais (CERs) da cidade do Rio havia mais de 1700 leitos classificados como impedidos. Ou seja, que não podiam receber pacientes por motivos como falta de profissionais de saúde, escassez de insumos ou até por estarem com camas e respiradores quebrados.

O ex-secretário de Saúde do município, Daniel Soranz, afirmou que o Rio de Janeiro estaria à beira de um colapso na saúde por um erro de estratégia do prefeito Marcelo Crivella. Segundo Soranz, que é médico sanitarista da Fiocruz e foi secretário de saúde na gestão de Eduardo Paes, a decisão de montar hospitais de campanha não poderia ter sido mais equivocada, já que atualmente haveria 1705 leitos prontos para receber a população nos hospitais públicos da cidade, mas impedidos de funcionar por falta de profissionais. Isso sem falar nos outros 999 leitos também em condições de atender pacientes, atualmente fora de uso por causa da suspensão de cirurgias eletivas. “Só no Ronaldo Gazolla, em Acari, há 150 leitos inativos. A prefeitura sabe disso, mas prefere investir nos hospitais de campanha”, afirma o ex-secretário.
“De dezembro de 2016 a fevereiro de 2020, seis mil profissionais da saúde do município foram demitidos. Por falta de recursos humanos, 1705 leitos na rede pública não podem ser usados. Leitos no Souza Aguiar, no Miguel Couto, no Albert Schweitzer, por exemplo, foram reformados e reestruturados para a Copa do Mundo e as Olimpíadas. Estão novinhos, mas foram fechados em 2017.  Se readmitisse estes profissionais e os colocasse para trabalhar em estruturas já existentes, nossa situação estaria muito melhor”, disse Soranz.

Fontes: G1 e Veja Rio

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