Secretário estadual de Saúde do Rio pede demissão após um mês no cargo

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O secretário estadual de Saúde do Rio de Janeiro, Fernando Ferry, anunciou sua demissão do cargo nesta segunda-feira (22/6). Ferry, que havia sido anunciado no cargo no dia 17 de maio, ficou pouco mais de um mês na secretaria. Ele é o segundo secretário a deixar o cargo durante a pandemia de covid-19. Ferry substituiu Edmar Santos, que foi exonerado em maio após escândalos de corrupção na Secretaria de Saúde.

Em um vídeo gravado, Fernando Ferry comentou sua saída: “Queria dizer que eu tentei. Eu agradeço ao governador por ter me dado esta oportunidade de tentar resolver estes graves problemas que estamos vendo na saúde. Eu só queria dizer mais uma coisa: peço desculpas à população”, disse. A equipe que atuava com Ferry também deve deixar a pasta.

Segundo integrantes da equipe de Ferry, um dos motivos alegados para a demissão foi a pressão que ele vinha sofrendo para continuar pagando contratos que estão sob suspeição. Alguns contratos assinados durante a pandemia têm sido alvo de investigações. Mais notadamente, os contratos de construção dos hospitais de campanha para vítimas de Covid-19 e os de aquisição de equipamentos de saúde, em que há a suspeita de um esquema de superfaturamento na compra de respiradores.

Novo secretário é coronel do Corpo de Bombeiros

O Governo do Rio de Janeiro anunciou que o novo secretário de Saúde será o coronel médico do Corpo de Bombeiros Alex da Silva Bousquet, de 43 anos. Graduado pela Uerj, ele está há 20 anos na corporação. Especialista em terapia intensiva pela Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB). Foi diretor do Instituto de Assistência aos Servidores do Estado do Rio de Janeiro (Iaserj) e trabalhou como médico de resgate para a Petrobras entre 2008 e 2012, na Bacia de Santos.

A Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro registrou, até domingo (21/6), 96.133 casos confirmados e 8.875 óbitos por covid-19 no estado. Há ainda 1.152 óbitos em investigação. O município do Rio concentra a maior parte das mortes, são 5.832.

Fonte: G1

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