Governo do Rio transfere pacientes dos hospitais de campanha e pode fechar unidades

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A Secretaria de Estado de Saúde (SES) do Rio de Janeiro informou que iniciou, nesta sexta-feira (17/7), a transferência dos pacientes do Hospital de Campanha do Maracanã e de São Gonçalo para outras unidades hospitalares. A pasta ressaltou que o esvaziamento às pressas foi tomado em virtude do término do contrato com a organização social Iabas, que acontecerá neste sábado (18/7), e que foi informado à secretaria pela OS na última terça-feira (14/7).

Segundo a secretaria de Saúde, os 26 pacientes do Maracanã, sendo 16 de UTI e 10 de enfermagem, estão sendo encaminhados para o Hospital Universitário Pedro Ernesto, Hospital Municipal Ronaldo Gazolla e Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas. Já os 8 pacientes de São Gonçalo, sendo 6 de UTI e de 1 de enfermaria, estão sendo levados para o Instituto Estadual do Tórax Ary Parreira e Hospital Municipal Luiz Palmier. 

A secretaria ainda comunicou que os hospitais não serão fechados neste momento e que a Fundação Saúde do Estado do Rio de Janeiro irá ceder profissionais para atuarem nas unidades para onde os pacientes estão sendo transferidos. As questões trabalhistas serão resolvidas pela Iabas. Entre elas, está o atraso no pagamento de salários. Nos últimos dias, funcionários do hospital de campanha do Maracanã protestaram na porta da unidade, afirmando não terem recebido os vencimentos de junho.

Segundo o “Blog do Edmilson Ávila”, do portal G1, as unidades hospitalares serão fechadas após a transferência dos pacientes. O blog apurou que, enquanto a Secretaria de Saúde reorganiza o quadro de pessoal, os hospitais permanecerão fechados — e não há prazo para reabertura.
O contrato com a Iabas foi firmado por R$ 835 milhões, dos quais R$ 256 milhões foram pagos pelo Governo do Rio.

Problemas nos hospitais de campanha

Dos sete hospitais de campanha prometidos pelo governador Wilson Witzel, apenas o do Maracanã e o de São Gonçalo foram abertos, com atraso.
Witzel disse que as sete unidades planejadas para vítimas de Covid-19 abririam até 30 de abril. Apenas no dia 9 de junho, parte do Hospital de Campanha do Maracanã foi aberta. No dia 18, o governo abriu o de São Gonçalo. O Hospital do Maracanã apresentou outros problemas, como denúncias de troca de respiradores novos por obsoletos e falta de medicamentos.

No dia 1º de julho, o governo do Rio desistiu de concluir dois hospitais de campanha – o de Campos e o de Casimiro de Abreu.

Fonte: O Dia e G1

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