Novo secretário estadual de saúde do Rio quer priorizar leitos de enfermaria para covid-19

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O médico Fernando Ferry foi nomeado na segunda-feira (18/5) secretário estadual de Saúde do Rio de Janeiro. As informações constam em edição extra do Diário Oficial publicada também na segunda (18/5). Ele assume o lugar de Edmar Santos, que embora tenha sido exonerado do cargo no domingo (17/5), vai permanecer na pasta como “secretário extraordinário”. O texto estabelece que Santos, como secretário extraordinário, fará o acompanhamento das “Ações Integradas da Covid-19”. Santos foi exonerado após atrasos e denúncias envolvendo obras de hospitais de campanha construídos para reforçar a rede de saúde durante a pandemia de Covid-19.

O novo secretário estadual de Saúde, Fernando Ferry, vai priorizar a abertura dos leitos dos hospitais de campanha, principalmente os de enfermaria, para o tratamento de pacientes com o novo coronavírus (covid-19). Ferry quer ampliar o atendimento primário dos pacientes com a covid-19 para evitar que os doentes fiquem em estado grave e precisem de um leito de UTI.
Ele também deve visitar o hospital de campanha do Maracanã para ver se consegue abrir mais leitos da unidade. O hospital, que foi inaugurado no dia 9/5, tem apenas 200 dos 400 leitos prometidos, em funcionamento.
Dos outros dois hospitais de campanha abertos até o momento, o da Lagoa, na Zona Sul, inaugurado no dia 25 de abril, é o único com a capacidade máxima em funcionamento. A unidade do Parque dos Atletas, na Zona Oeste, aberta há uma semana (11/5), tem apenas 80 dos 300 leitos inaugurados.

Os outros seis hospitais previstos para funcionar em todo o estado ainda serão inaugurados até o dia 26. O de São Gonçalo, na Região Metropolitana, iria começar a funcionar neste domingo, mas não foi aberto. A Secretaria de Saúde ainda não divulgou a nova data para sua abertura.

Troca na saúde do estado

Edmar Santos foi demitido pelo governador Wilson Witzel no domingo (17/5), por falhas na gestão de infraestrutura dos hospitais de campanha para atender as vítimas da covid-19. Ele, no entanto, seguirá auxiliando o governo do estado na pandemia e vai dirigir uma “comissão de notáveis” no enfrentamento ao novo coronavírus.

A saída de Santos acontece 10 dias após a prisão de cinco integrantes da secretaria, acusados pelo Ministério Público estadual (MPRJ) de irregularidades na compra emergencial de respiradores.

Fonte: O Dia

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