Ex-assessora de Flávio Bolsonaro investigada por rachadinha ganha cargo com Crivella

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A ex-assessora do senador Flávio Bolsonaro, Lídia Cristina dos Santos Cunha, que é investigada no inquérito das “rachadinhas” foi nomeada pelo prefeito Marcelo Crivella para um cargo na Secretaria de Legado Olímpico. O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) investiga Lídia no esquema de lavagem de dinheiro que envolve funcionários do gabinete de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). De acordo com investigadores, um dos núcleos do esquema atuava na contratação de assessores coagidos a devolver parte do salário em troca da vaga. O parlamentar era deputado estadual até 2019.

Lídia foi nomeada em maio de 2018 como assessora de Flávio Bolsonaro na Alerj. Ela tinha um salário de mais de R$ 5 mil por mês, mas nunca apareceu para trabalhar. Lídia recebia os salários da Alerj, mas trabalhava para o partido de Flávio Bolsonaro na época, o PSL. Hoje, o senador está no mesmo partido de Crivella, o Republicanos.
Em março de 2019, Lídia perdeu seu cargo de secretária-geral no diretório do PSL (cargo operacional mais alto) e foi substituída pela deputada estadual Alana Passos, que é próxima à família Bolsonaro e que, no último dia 8/7, teve contas falsas ligadas a seu gabinete bloqueadas pelo facebook.

No começo do mês passado, após um encontro com o presidente Bolsonaro, o prefeito Crivella retirou a subsecretaria de Legado Olímpico da Casa Civil e criou a “Secretaria de Turismo e Legado Olímpico”, entregando o comando da pasta a Alana Passos. Por indicação de Alana, Camila Vieira de Sousa foi nomeada por Crivella como secretária da nova pasta.
No dia 7/7, Lídia Cristina dos Santos Cunha, investigada pelas “rachadinhas”, foi então nomeada pela secretária para o cargo mais baixo disponível na secretaria. Entretanto, seu salário ainda não é conhecido e, por ser acrescido de bônus, só deve ser colocado no site da transparência da prefeitura carioca no próximo mês. A prefeitura disse que o salário dela ainda não está definido, porque ela só está há 10 dias no cargo. A prefeitura destacou ainda “que não há qualquer denúncia contra ela nem nenhuma decisão que a impeça de trabalhar”.

Rachadinha e Queiroz

A “rachadinha” é a prática de lavagem de dinheiro praticada no gabinete de Flávio Bolsonaro na Alerj.  
Em fevereiro de 2019, Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio, admitiu que recebia parte das remunerações dos colegas de gabinete. Ele afirmou que usava esse dinheiro para remunerar assessores informais de Flávio, supostamente sem o conhecimento do parlamentar. 

Alana Passos também nomeou sua empregada doméstica como assessora parlamentar com um salário superior a R$ 3 mil, só que ela faz faxina na casa da deputada e disse não saber de nada.

Fonte: Uol

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