Desemprego vai a 12,9% e pela 1ª vez menos da metade da população está ocupada, segundo IBGE

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No Brasil, a taxa de desemprego chegou a 12,9% e o nível de ocupação caiu a menos da metade da população, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Os dados da pesquisa foram divulgados nesta terça-feira (30/6).

O índice de desemprego no país foi a 12,9% no trimestre entre março e maio deste ano, atingindo 12,7 milhões de desempregados. Na comparação com o trimestre anterior (dezembro de 2019 a fevereiro de 2020), houve alta de 1,3 ponto percentual (era 11,6%). São mais 368 mil pessoas à procura de trabalho. Também subiu o desemprego em relação ao mesmo trimestre do ano passado (que apontava 12,3% da população desempregada).

O percentual da população ocupada com idade de trabalhar atingiu 49,5% no trimestre encerrado em maio, queda de 5 pontos percentuais em relação ao trimestre anterior. É o mais baixo nível de ocupação desde 2012, ano de início da PNAD Contínua, sendo a primeira vez abaixo dos 50%. São apenas 85,9 milhões de pessoas ocupadas. Em relação a maio de 2019, 7,8 milhões de pessoas saíram da população ocupada.

“Pela primeira vez na série histórica da pesquisa, o nível da ocupação ficou abaixo de 50%. Isso significa que menos da metade da população em idade de trabalhar está trabalhando. Isso nunca havia ocorrido na PNAD Contínua”, explica a analista da pesquisa, Adriana Beringuy.

O primeiro a sentir os efeitos de crises na ocupação foi o mercado informal. “É uma redução inédita na pesquisa e atinge principalmente os trabalhadores informais. Da queda de 7,8 milhões de pessoas ocupadas, 5,8 milhões eram informais”, destaca Beringuy.

Os trabalhadores informais somam os profissionais sem carteira assinada (empregados do setor privado e domésticos), sem CNPJ (empregadores e por conta própria) e os sem remuneração (auxiliam em trabalhos para a família). O número de empregados no setor privado sem carteira assinada caiu 20,8%, significando 2,4 milhões a menos no mercado de trabalho. Já os trabalhadores por conta própria diminuíram em 8,4%, ou seja, 2,1 milhões de pessoas.

Metodologia da pesquisa
A Pnad Contínua é realizada em 211.344 casas em cerca de 3.500 municípios. O IBGE considera desempregado quem não tem trabalho e procurou algum nos 30 dias anteriores à semana em que os dados foram coletados.

Fonte: Jornal do Brasil e Uol

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