Coronavírus confina um terço da humanidade

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Um terço da humanidade está confinado em suas casas. Há atualmente no planeta cerca de 2,6 bilhões de pessoas em quarentena para conter a propagação do novo coronavírus, causador da Covid-19.

O total de casos declarados da doença no mundo, até essa quinta-feira (26/03), já ultrapassava os 520 mil, e o número de mortos pela Covid-19 já superava os 23 mil. Embora a maioria das ocorrências ainda esteja na Europa, há registros de casos em mais de 175 países de todos os continentes. O secretário-geral da ONU, António Guterres afirmou que a pandemia de coronavírus “ameaça toda a humanidade”.

O foco principal da doença, que teve origem na província chinesa de Hubei (onde está localizada a cidade de Wuhan), passou para a Europa, mas a Organização Mundial da Saúde (OMS) acredita que em poucas semanas poderá se deslocar para as Américas. “A pandemia está se acelerando”, alertou a OMS. À medida que a Covid-19 se espalha, mais países vão adotando medidas para limitar o movimento de seus habitantes ou os confinam completamente. Há pelo menos 2,6 bilhões de pessoas sob restrições de locomoção, segundo os cálculos da agência de notícias AFP.

Muitos países e territórios, entre eles Índia, Argentina, França, Itália e Reino Unido, bem como grande parte dos EUA, impuseram medidas de confinamento obrigatórias e as escolas permanecem fechadas na maioria dos países.

A Índia, segundo país mais populoso do mundo, com 1,3 bilhão de habitantes, entrou em “confinamento total” por 21 dias. O objetivo é deter a propagação do vírus depois que 482 casos foram confirmados, ocasionando nove mortes, mesmo com as medidas restritivas que haviam sido adotadas nos dias anteriores e não surtiram tanto efeito: fechamento de escolas, suspensão de eventos esportivos e transporte de passageiros e fechamento das fronteiras do país.

Na América Latina, a Colômbia, terceiro país mais populoso da região, iniciou um confinamento obrigatório de 19 dias para conter o avanço da doença. Outros países anunciaram toque de recolher, como Chile e Equador, bem como quarentenas e outras recomendações de distanciamento de pessoas.

Já no Brasil, o presidente Jair Bolsonaro continuou minimizando a pandemia. Ele fez um chamado para “manter os empregos e preservar o sustento das famílias” e criticou os governadores que adotaram medidas de quarentena, pois a economia seria prejudicada.
Especialistas ressaltam que no Brasil, as deficiências no sistema de saúde, a pobreza e as condições insalubres em que vive boa parte da população ameaçam agravar a epidemia.

Fonte: AFP

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