Brasil tem terceira maior população carcerária do mundo, que aumenta, ao contrário de países desenvolvidos

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Segundo um estudo divulgado na segunda-feira (dia 10/9) pela Pastoral Carcerária, no Brasil há mais de 725 mil pessoas presas, a terceira maior população carcerária do mundo,  atrás apenas da China (com 1,6 milhão) e dos EUA (com 2,1 milhão). As prisões do país têm uma taxa de ocupação de 200%, ou seja, o sistema prisional brasileiro tem recebido o dobro de sua capacidade.

O relatório chamado Luta antiprisional no mundo contemporâneo: um estudo sobre experiências de redução da população carcerária em outras nações afirma que o Brasil é o único país, entre os seis que mais encarceram no mundo (EUA, China, Brasil, Rússia, Índia e Tailândia), que ainda mantém um crescimento intenso e constante das taxas de encarceramento desde os anos 1980.

Nos últimos 15 anos, muitos países têm tentado frear o crescimento do número de presos e promovido ações para reduzir o encarceramento. Na Europa, entre 2000 e 2015, a população carcerária foi reduzida em 21%, e nos EUA, a redução é um pouco mais recente e foi de 2,3 milhões de presos em 2008 para os atuais 2,1 milhões.  Entre 2000 e 2015, no Brasil houve uma alta da população carcerária de cerca de 170%, sem efeitos positivos na redução da violência.

Para especialistas, o Brasil deveria diminuir o número de presos a fim de evitar tragédias como rebeliões e mortes de detentos e de agentes de segurança em cadeias. Entre as medidas possíveis estão a diminuição de presos provisórios que cometeram crimes sem gravidade e que poderiam esperar pelo julgamento em liberdade. Segundo o relatório da Pastoral Carcerária, quase metade dos 725 mil detentos brasileiros estão presos sem condenação definitiva, mais da metade estão presos por crimes não violentos e mais de 70% estão nas penitenciárias devido a crimes contra o patrimônio ou pequeno comércio ilegal de drogas. Outra medida sugerida seria uma maior aplicação de penas alternativas, que atualmente são previstas para condenações de até quatro anos.

Fonte: DW

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