Bolsonaro quer vetar extensão do auxílio emergencial se valor não cair para 300 reais

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O presidente Jair Bolsonaro afirmou, na quinta-feira (11/5), que pretende vetar a prorrogação do auxílio emergencial para a população, criado por causa da pandemia de covid-19, caso o Congresso decida manter o valor atual, de R$ 600,00. O auxílio emergencial de R$ 600,00 é pago a informais, desempregados e famílias mais afetadas economicamente pelo coronavírus.

A declaração foi dada durante transmissão em rede social. Na última semana, o Ministério da Economia informou que pretende pagar duas parcelas adicionais, mas reduzindo o valor de cada parcela para R$ 300,00. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), defende a manutenção dos R$ 600,00 mensais.

“Na Câmara por exemplo, vamos supor que chegue uma proposta de duas [parcelas]de R$ 300. Se a Câmara quiser passar para R$ 400, R$ 500, ou voltar para R$ 600, qual vai ser a decisão minha? Para que o Brasil não quebre? Se pagar mais duas de R$ 600, vamos ter uma dívida cada vez mais impagável. É o veto”, declarou Jair Bolsonaro.

Segundo o presidente, o pagamento de duas parcelas adicionais de R$ 600,00 ao público que já recebe o auxílio emergencial geraria um impacto adicional nas contas públicas. O que, para Bolsonaro, atrapalharia na gestão da dívida pública e da taxa básica de juros da economia (taxa Selic).

Até o momento, duas das três parcelas previstas de R$ 600,00 já foram depositadas nas contas dos beneficiários. Porém, ainda há cadastros pendentes aguardando análise na Caixa Econômica e da Dataprev, que faz a checagem dos dados.

Redução de valor contestada

Em entrevista durante a semana, Rodrigo Maia afirmou que, para prorrogar o auxílio com valor menor, o governo federal terá de enviar um novo projeto de lei ao Congresso. Até a quinta (11/5), o texto ainda não havia sido protocolado na Câmara dos Deputados.

Antes mesmo que a proposta em si comece a tramitar, o valor da possível extensão do auxílio emergencial já causou disputa entre Bolsonaro e Maia. O Ministro da Economia, Paulo Guedes, sugeriu mais duas parcelas de R$ 300,00 para auxílio, reduzindo-o à metade do valor atual. Ao comentar o anúncio da equipe econômica, de duas parcelas adicionais de R$ 300,00, Rodrigo Maia disse ser necessário encontrar “soluções dentro do orçamento” para manter o valor original de R$600,00.

“Se é um impacto grande, vamos tentar construir soluções dentro também do orçamento fiscal normal para ver se a gente tem espaço onde a gente consiga construir uma solução junto com o governo para que a gente possa fazer a manutenção do valor de R$ 600,00 por pelo menos mais 60 dias”, afirmou o Presidente da Câmara há uma semana.

Fonte: G1

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