89% dos brasileiros querem tomar vacina contra coronavírus, segundo Datafolha

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Uma pesquisa realizada pelo Datafolha apontou que 89% dos brasileiros querem se vacinar contra Covid-19 assim que o imunizante estiver disponível para uso. A pesquisa foi divulgada no sábado (15/8) à noite.
No levantamento, realizado entre os dias 11 e 12 de agosto, 89% dos entrevistados afirmaram que tomariam uma vacina fabricada para deter a doença, contra apenas 9% que disseram que não tomariam o medicamento. Já 3% não souberam opinar.

O Datafolha também perguntou aos entrevistados em quanto tempo eles acham que a vacina estará pronta. Para 46% dos entrevistados, o imunizante estará disponível no 1º semestre de 2021. 25% responderam que a vacina fica pronta ainda este ano. Outros 22% afirmaram que a o medicamente só ficará pronto no fim de 2021, e 5% disseram não saber.

A sondagem foi realizada em todas as regiões do país e ouviu 2.065 brasileiros adultos por meio de entrevistas por telefone. A pesquisa tem margem de erro de 2 pontos percentuais.

Vacinas no Brasil

No momento há uma corrida mundial entre países e pesquisadores para conseguir a vacina primeiro. Atualmente no Brasil estão sendo testadas duas vacinas para combater o coronavírus: uma na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que fechou um acordo com a farmacêutica AstraZeneca para adquirir doses da potencial vacina desenvolvida em parceria entre a empresa britânica e a Universidade de Oxford, no Reino Unido; a outra no Instituto Butantan, em acordo assinado pelo governo do Estado de São Paulo com o laboratório chinês Sinovac para a realização de testes clínicos com a candidata a vacina, envio de doses ao Brasil e transferência de tecnologia para produção local. Essas duas estão entre os mais promissores imunizantes.
Há uma expectativa de que as vacinas que estão sendo testadas no país possam ser disponibilizadas no fim deste ano ou início de 2021.

Ainda há um acordo firmado pelo governo do Paraná com a chinesa Sinopharm para testar no Brasil a possível vacina desenvolvida pela farmacêutica e um memorando de entendimento assinado também pelo governo paranaense que pode levar a uma parceria com a Rússia na vacina que Moscou batizou de Sputnik 5 e para a qual deu recentemente aprovação regulatória. A aprovação pelas autoridades russas foi concedida menos de dois meses depois do início dos testes clínicos em humanos, o que levou cientistas a questionarem se o país não está colocando o prestígio nacional acima da segurança.

Fontes: Jornal do Brasil e Folha de S.Paulo

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